Luis Filipe Seixas compete no monobob em Gangwon 2024
Luis Filipe Seixas compete no monobob em Gangwon 2024 (OIS/Thomas Lovelock)

Mal acabou a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 em Milano Cortina e o Brasil já dá seus primeiros passos até os Jogos da Juventude de 2028 em Valtelina, na Itália, e a edição de 2030, nos Alpes Franceses. A primeira iniciativa ocorre já em maio de 2026 com a realização de seletivas para o monobob

Neste primeiro momento, a atividade ocorrerá para os brasileiros que moram nos Estados Unidos. Edson Bindilatti, recém-aposentado, realizará dois encontros. O primeiro deles será em Newark (Nova Jersey) no sábado, 16 de maio, às 10h no horário local. Depois, no domingo, 24 de maio, será a vez em Massachusetts, em horário e local a definir. 

O objetivo é encontrar jovens nascidos entre 2010 e 2012 de ambos os gêneros que tenham interesse e disponibilidade de praticar o monobob, a disciplina de entrada para o bobsled. A proposta é treinar esses adolescentes para os Jogos da Juventude de Inverno de 2028, na região de Valtelina, e integrá-los à equipe adulta na disputa até 2030. 
Tentar selecionar atletas pensando nos Jogos Olímpicos da Juventude 2028 e, quem sabe, estender para 2030, sobretudo o feminino. Precisamos trabalhar mais fortemente no feminino (Edson Bindilatti)
A meta dos sonhos é recrutar, pelo menos, dois homens e três mulheres para trabalhar o desenvolvimento deles na modalidade. Desde que Marina Tuono não obteve vaga para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, o Brasil não teve mais representantes ativas no bobsled feminino. 

Quem estiver interessado ou conhecer brasileiros dessas regiões, pode realizar o cadastro neste link

Haverá seletiva de bobsled no Brasil?

Os dois encontros nos Estados Unidos representam apenas a primeira iniciativa da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo) para recrutamento de atletas neste ciclo. Nos próximos meses a entidade deverá ter outras atividades em território brasileiro para encontrar eventuais atletas de bobsled, skeleton e luge. 

O início no país norte-americano tem uma explicação prática: Edson Bindilatti já estaria por lá e ampliou sua agenda para atender essa demanda. Além disso, é uma forma de se aproximar da comunidade brasileira presente nas duas regiões e, evidentemente, recrutar interessados que vivem perto da pista de Lake Placid.