Arquivo Pessoal
Histórico não porque veio a vaga olímpica, mas porque Luiz Manella demonstrou uma enorme superação e conseguiu uma reviravolta incrível na disputa masculina no Troféu Nebelhorn. Depois de ficar em 24º no programa curto, o brasileiro se recuperou tão bem no programa longo que ficou a uma posição dos Jogos de Sochi. 

O atleta da CBDG conquistou a quarta melhor nota no programa longo, com 129.95 pontos (70.73 no elemento técnico e 59.22 nos componentes do programa). Desempenho que o catapultou para a 12ª posição na classificação final, com 178.62. 

A vaga olímpica ficou a 5.45 pontos - o italiano Paul Bonifacio Parkinson ficou com a última vaga ao terminar na 10ª posição (o 11º foi o polonês Maciej Cieplucha, mas ele já tinha vaga em Sochi). O vencedor geral foi o japonês Nobunari Oda, com 262.98 pontos. As vagas olímpicas ficaram com atletas de Israel, Romênia, Filipinas, Austrália e Ucrânia, além da Itália, já citada. 

A vaga olímpica não veio, mas Luiz Manella pode e deve sair com a sensação de dever cumprido. A superação das dores (ele estava com o pé todo dolorido na disputa), a volta por cima no programa longo e o respeito dos adversários mostram que se não deu em 2014, certamente ele é candidato forte para 2018. Tanto que daqui a pouco ele estará presente na apresentação de gala dos campeões, que reúne os cinco melhores de cada modalidade no evento. 

Um final feliz para um torneio que desde já entra para a história do esporte brasileiro. Uma classificação olímpica inédita com Isadora Williams e a certeza de ter dois patinadores no gelo na elite da modalidade. É, parece que bons ventos começam a soprar para os esportes de gelo do Brasil.

Assim a cobertura especial do Blog no Troféu Nebelhorn chega ao fim. Foram quatro dias de muito trabalho, discussões sobre as complicadas regras da ISU e muita emoção. Parabéns ao Luiz e à Isadora, dois grandes atletas brasileiros.