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| Bobsled brasileiro disputa os Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026 (Gabriel Heusi/COB) |
O programa dos Jogos Olímpicos de Inverno 2030, nos Alpes Franceses, não trouxe surpresas apenas com a inclusão do freeride e patinação sincronizada ou a exclusão do combinado nórdico. O número de cotas para cada modalidade também mudou em relação a Milano Cortina 2026 - e deve dificultar a classificação de um carro-chefe do Brasil.
O bobsled masculino perdeu oito cotas individuais (equivalente a dois conjuntos 4-man) e vai reduzir ainda mais sua presença na próxima edição olímpica. Com a mudança, apenas 26 conjuntos estarão presentes na pista de La Plagne tanto para as duplas quanto para o quarteto.
Em Sochi 2014, por exemplo, eram 30 trenós para cada uma das disciplinas masculinas e com rankings separados. Isso fez o número de atletas cair de 130 para 104 em 16 anos.
Se a medida já estivesse valendo em Milano Cortina 2026 (com as mesmas regras de distribuição de cotas), a última vaga ficaria para Liechtenstein, 24º colocado do ranking. Ou seja, o trenó do Brasil, que será liderado por Gustavo Ferreira neste ciclo, precisará de um excelente desempenho para alcançar a classificação sem sustos.
Em contrapartida, o número de vagas femininas no bobsled aumentou nos Jogos Olímpicos de Inverno 2030, passando de 56 para 68. A distribuição de cotas entre entre o 2-woman e o monobob não foi definida. Mesmo assim, pode facilitar o trabalho do Brasil na disciplina, que busca recrutar jovens por meio de seletivas nesta temporada.
Outra mudança nas cotas dos Alpes 2030 que pode dificultar o caminho brasileiro é na patinação artística. Natália Pallu-Neves e Jayin Panesar sonham com a vaga na dança no gelo, mas o esporte como um todo perdeu duas vagas por gênero. Resta saber em qual disciplina será este corte (ou quais). Em Milano Cortina 2026, foram 23 duplas na dança no gelo.
Confira um resumo com todas as alterações na distribuição de cotas do programa olímpico de inverno nos Alpes 2030:
Jogos Olímpicos de Inverno 2030: todas as mudanças nas cotas
Ao todo, nove modalidades tiveram mudanças de cotas nos Jogos Olímpicos de Inverno 2030, nos Alpes Franceses. Confira:
Bobsled
A disputa masculina terá oito vagas a menos (dois trenós), totalizando 104 pessoas. Já o feminino ganhou 12 cotas, pulando para 68. Assim, os homens devem classificar 26 conjuntos para as duas disputas (4-man e 2-man), enquanto as mulheres podem ter um incremento tanto de conjuntos (foram 25 no 2-woman e 25 no monobob) como também em vagas separadas entre as duas disciplinas.
Luge
O luge tem a conta mais simples: saíram seis homens (de 59 para 53) e entraram seis mulheres (de 47 para 53). A escolha é óbvia: o número de duplas deverá ser o mesmo nos Alpes 2030, ou seja, 14 por gênero em vez das 17 duplas masculinas e apenas 11 femininas em Milano Cortina 2026.
Hóquei no gelo
O número de mulheres passou de 230 para 250. Como o número de seleções deve se manter em dez no torneio, cada país poderá inscrever 25 jogadoras igual na disputa masculina (e não 23 como era até este ano).
Patinação sincronizada
São 90 mulheres esperadas na estreia da modalidade nos Jogos Olímpicos de Inverno 2030. Como entrou a disciplina do Synchro9 (com nove atletas por conjunto), serão dez países classificados.
Patinação artística
Já a patinação artística (individual, pares e dança no gelo) perdeu duas cotas por gênero, passando de 71 para 69. Não foi definido qual disciplina terá esse desconto (ou quais). Em Milano Cortina 2026 foram 29 homens e mulheres no individual, 19 pares e 23 casais na dança no gelo.
Patinação de velocidade
A patinação de velocidade perdeu apenas uma cota por gênero, passando de 82 para 81. Tudo leva a crer que não haverá diminuição nas cotas em si em cada distância, mas em mudanças de regras de atletas classificados - privilegiando aqueles que possuem índice em duas ou mais provas.
Na última disputa, o sistema previa a participação de 28 atletas nas provas mais rápidas (500, 1.000 e 1.500), 20 na 'média distância' (3.000m feminino e 5.000m masculino) e 12 na longa distância (5.000m feminino e 10.000m masculino), além de 24 na largada coletiva. Lembrando que o esporte ganhou uma prova a mais com o sprint por equipes nos Jogos Olímpicos de Inverno 2030.
Esqui cross-country
O esqui cross-country também perdeu duas cotas por gênero nos Alpes 2030, saindo de 148 para 146 atletas. Aqui a lógica também deverá ser simples: reduzir a quantidade de vagas para os países que não confirmaram a classificação pelo ranking de nações.
Esqui de montanha
O número de cotas dobrou com a inclusão da disciplina individual em 2030. De 18 pessoas por gênero serão 36. Tudo leva a crer que essas 18 vagas a mais serão dadas para os competidores na nova disputa.
Freeride
O programa prevê 22 vagas por gênero. Como há duas disciplinas em disputa (esqui e snowboard), a divisão 'simples' indica 11 participantes em cada uma das provas.
