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| Priscila Cid durante disputa em Corvatsch pela Copa Europeia Premium de snowboard (Reprodução) |
Aos 16 anos, a brasileira Priscila Cid justifica a cada prova neste fim de temporada 2025/2026 o status de jovem promissora do Brasil nos esportes de inverno. Em suas últimas disputas, ela simplesmente obteve os melhores resultados da carreira, com direito a medalha e top 8 em eventos internacionais de snowboard halfpipe.
O último grande resultado aconteceu em 14 de abril durante a disputa da Copa Europeia Premium em Corvatsch, na Suíça. Com 60.50 pontos logo em sua primeira descida (sem melhorar nas duas tentativas seguintes), a brasileira ficou na oitava posição da prova feminina e garantiu 49.40 pontos FIS.
As japonesas Ohashi Sorana, atual campeã mundial júnior, e Suzuki Haruka ficaram com o ouro e a prata, respectivamente. Lura Wick, da Suíça e vice-campeã mundial júnior, completou o pódio.
Este foi apenas o último grande resultado de Priscila Cid nas últimas semanas. Entre março e abril, ela se destacou no cenário internacional. A começar pelo Mundial Júnior de Snowboard Freestyle em Calgary, no Canadá, entre 2 e 5 de março. Ela passou pela classificatória do snowboard halfpipe e foi a oitava com 53.50 pontos (66.25 na eliminatória).
O melhor ainda estava por vir. Em Aspen (EUA), pela Copa Norte-Americana Premium, Priscila simplesmente conquistou a medalha de bronze. Com 68.25 pontos em sua volta, a representante do Brasil foi a terceira colocada e ficou atrás apenas das norte-americanas Ava Lilly (ouro com 84.50) e Kaylee Tippit (prata com 79.00).
Além do pódio, o resultado garantiu a melhor pontuação FIS da brasileira em sua carreira. Os 75.90 pontos FIS garantem tranquilidade para a próxima temporada, permitindo que ela possa competir sem se preocupar com eventuais índices.
Priscila ainda ficou perto de mais um pódio no campeonato júnior suíço de snowboard halfpipe. Com a incrível nota de 72.00 pontos (recorde pessoal), ela ficou na quarta posição e alcançou mais 53.30 pontos FIS, sua segunda melhor pontuação no ranking. Apenas as japonesas Ohashi e Suzuki (ouro e prata) e a sul-coreana Kim Seung-hyun (bronze) ficaram à frente.
Quem é Priscila Cid?
Priscila Cid nasceu em 2010, nos Estados Unidos, mas é filha dos brasileiros Daniel e Liliane e, portanto, possui dupla cidadania. Após competir em provas regionais pelos Estados Unidos, decidiu se filiar à FIS como atleta do Brasil a partir da temporada 2024/2025.
Rapidamente ela começou a evoluir no cenário internacional do snowboard halfpipe. Ainda na temporada de estreia já estabeleceu o primeiro critério de elegibilidade aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 (50 pontos FIS), mesmo sem ter idade mínima para estrear em etapas da Copa do Mundo.
Fez sua estreia na elite adulta apenas na temporada 2025/2026 e precisou de apenas duas provas para cumprir o segundo requisito (top 30 em Copa do Mundo) e aparecer na lista de realocação de cotas olímpicas em Milano Cortina 2026. A vaga não veio, mas Priscila Cid demonstrou com resultados que já é atualmente uma das principais atletas mulheres do país nos esportes de inverno.
Entre os principais resultados estão as vitórias em provas FIS em Park City (EUA) e Calgary (Canadá), a 16ª posição na Copa do Mundo em Calgary, o top 8 no Mundial Júnior de Snowboard e, claro, a medalha de bronze na Copa Norte-Americana Premium. Com um ciclo completo pela frente, já desponta como uma candidata à vaga olímpica nos Jogos de Inverno de 2030.
Luca Merimée Mantovani não tem bom desempenho em Corvatsch
Priscila Cid não foi a única atleta do Brasil presente em Corvatsch, na Suíça, para a disputa da Copa Europa Premium de Snowboard. Luca Merimée Mantovani também competiu nas provas de slopestyle e big air entre os homens. Ele, porém, não repetiu o bom desempenho da etapa de Kitzsteinhorn, na Áustria.
Na primeira disputa, no slopestyle, o brasileiro obteve 49.00 em sua melhor volta, ficando na 12ª posição da quarta bateria, não avançando à final. Ele terminou na 43ª posição e obteve 42.70 pontos FIS - Sam Vermaat, dos Países Baixos, conquistou o ouro com 89.33 na decisão.
Depois, no big air (maior especialidade dele), o resultado também não foi o esperado. Com apenas 26.67 pontos na classificatória, ficou em 19º na segunda bateria e terminou na 55ª posição na classificação geral (com 17.40 pontos FIS). O espanhol Unai Lopez Sousa venceu com 94.67 na final.
