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| Josi (Reprodução/Facebook) |
Também depende dos saltos de Josi o próprio futuro do esqui aerials por aqui. O trabalho, que caminhava sem problema algum, virou alvo de contestações de ex-atletas e parte da imprensa. Eles consideram um atropelo e os mais radicais ainda acreditam que esportes de inverno é perda de tempo no Brasil. Quem acompanha este blog sabe o que penso. Basta procurar nas matérias anteriores.
O peso, claro, aumentou desde o acidente e das cobranças que surgiram após ele. De ilustre desconhecida, passou a ser procurada por jornalistas do mundo todo. Mas pouco se falou da atleta em si. Quase ninguém sabe as pretensões dela em Sochi.
Gostamos da tragédia, essa que é a verdade. Certamente a prova de esqui aerials amanhã será uma das maiores audiências dos Jogos de Inverno aqui no Brasil. A cada cinco palavras, duas serão "Lais Souza" e outra será "acidente". E como acontece nos Jogos de Verão, surgirão especialistas de todos os cantos. Se Josi for bem, é "porque treinou nos EUA e tinha que saltar bem mesmo". Se for mal, "é porque o Brasil não tem condições mesmo. Deveria investir em coisa melhor, como futebol e vôlei". Como se essas modalidades precisassem de mais investimentos!
Ninguém se colocou na pele de Josi até o momento. Imagine a cabeça dela: experiência única de treinar em uma modalidade diferente e perigosa, conhecer novos atletas, países e diferentes culturas, disputar sua primeira Olimpíada (sonho de dez entre dez pessoas que gostam de esporte) e representar o país ao mesmo tempo em que sua amiga está num hospital em Miami sem se mexer e com a grande maioria das pessoas duvidando não só da sua capacidade como também dos outros brasileiros de inverno.
"Tá na hora de mandar a ansiedade para bem longe, como diz meu véio corpo quente, cabeça fria. Falta bem pouco para a competição, estou numa mistura de muitas sensações ... Hoje o treino foi produtivo e tranquilo, amanhã será o grande dia" (sic), escreveu a atleta em sua página no Facebook.
Não é nada fácil, realmente. Por conta disso, espero que Josi faça a prova para a qual ela se preparou nos últimos oito meses, faça uma bela homenagem para a Lais e consiga aproveitar cada momento dessa espetacular experiência que ela está passando. O resto não importa mais. Voa, Josi, e seja feliz.
Para a história
Jaqueline Mourão encerra nesta sexta-feira sua quinta participação olímpica. A brasileira participará da prova de 15 quilômetros individual no Biatlo. Ela será a 12ª a largar, com horário previsto para 12h06 no horário brasileiro de verão.É a última prova da quinta participação olímpica de Jaque. A atleta, que fez história nos esportes de verão e agora faz nas modalidades de inverno, tem muito o que comemorar. Ela mostrou evolução em seus tempos, destreza na patinação e nos tiros e ganhou o respeito do cenário internacional.
A atleta, 38 anos, parece incansável. Torço para que ela tenha mais alguns anos na carreira de inverno e nos brinde com mais apresentações olímpicas!
Envelopado
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| Time brasileiro e os trenós pintados (Reprodução/Facebook) |
É para por um ponto final em todas as discussões que surgiram com o trenó sem pintura nos primeiros dias de treinos. Sem tempo, a equipe resolveu intercalar as melhorias no equipamento com os treinamentos na pista de Sochi. A ideia era justamente não perder tempo para conhecer o trajeto, onde os brasileiros nunca tinham estado antes (e memorizar a pista é essencial na pilotagem do bobsled).
Não vou negar que causa uma primeira impressão ruim, mas não podemos cair apenas no instantâneo sem analisar as causas. Ou será que o pessoal pensava mesmo que o Brasil não ia dar uma melhorada em seus trenós?
Ah, e aquela votação para os nomes das equipes brasileiras continua. Tem até um site especial para isso. Clique aqui e dê o seu voto!

