| Giovanni Ongaro durante disputa do slalom gigante em Milão-Cortina 2026 (Rafael Bello/COB) |
Uma das surpresas do Brasil nos Jogos OlÃmpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, Giovanni Ongaro mostrou que a boa fase segue até o fim desta temporada no esqui alpino. Na última quinta-feira, 26 de março, ele estabeleceu o melhor resultado de sua carreira em Artesina, na Itália.
O brasileiro, 22 anos, ficou na segunda posição na prova de slalom gigante com 1min41s60, apenas 63 centésimos atrás do suÃço Mathieu Glassey, vencedor da prova. Toru Kusano, também da SuÃça, completou o pódio com 1min41s61.
Com o resultado, Giovanni obteve 29.30 pontos FIS pelo desempenho. É a primeira vez na carreira que ele completa uma prova abaixo dos 30 pontos FIS. Antes, seu melhor resultado entre todas as disciplinas era 32.82 há duas semanas, também em Artesina. No esqui alpino, quanto menos pontos um atleta tiver, melhor.
Em sua segunda temporada como atleta do Brasil após trocar de nacionalidade esportiva (antes representava a Itália), Giovanni Ongaro se consolida como um dos principais nomes do paÃs no esqui alpino, atrás apenas de Lucas Pinheiro Braathen.
Em 2025, por exemplo, surpreendeu com o top 50 (44º) no slalom gigante do Mundial de Esqui Alpino 2025. Em Milão-Cortina 2026, obteve o segundo melhor resultado histórico do Brasil na modalidade com a 27ª posição no slalom - e ainda ficou a uma colocação do top 30 no slalom gigante.
Agora, se torna no quarto atleta do Brasil a quebrar a barreira dos 30 pontos FIS no esqui alpino. Antes dele, apenas Michel Macedo, Lucas Pinheiro Braathen e Christian Soevik conseguiram o feito como atletas do paÃs.
Giovanni Ongaro encara 'maratona' de provas na reta final de temporada
Com o objetivo de melhorar sua pontuação no ranking antes do fim da temporada de inverno no hemisfério norte (que acarretará em mudanças no cálculo dos Pontos FIS no esqui alpino), Giovanni Ongaro encarou uma sequência grande de provas ao longo do mês de março.
Foram nada menos do que 16 disputas em 31 dias, praticamente uma corrida a cada dois dias em março. A estratégia, porém, surtiu o efeito esperado.
Com apenas três eliminações, o brasileiro estabeleceu alguns dos melhores resultados de sua carreira nesse perÃodo. Das suas dez melhores marcas em pontuação FIS, seis delas foram registradas em março de 2026.
Além dos 29.30 e dos 32.96 pontos FIS no slalom gigante, que representam os dois melhores desempenhos, Giovanni conseguiu 34.55 e 36.51 no slalom, respectivamente a terceira e q a quarta melhor pontuação nesta disciplina.
A tendência é que Giovanni e demais atletas de esqui alpino do Brasil disputem mais algumas provas FIS no hemisfério Norte até o fechamento total dos resorts na primavera. A partir de julho, a base de cálculos da pontuação FIS passará por mudanças para o próximo ciclo olÃmpico até Alpes Franceses 2030.
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