Ivaldo Brandão, vice do CPB, está na cidade russa para o Seminário de Chefes de Delegações dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O encontro irá até domingo e, além de debaterem os Jogos, os representantes estão conhecendo toda a estrutura do evento.
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| Ivaldo Brandão recebe convite (Divulgação/CPB) |
Para falar a verdade não. Mandei um e-mail indagando a assessoria de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro sobre a questão, e eles rapidamente esclareceram o assunto para o Blog:
"De uma forma simbólica, o presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) entregou o convite para o Continente Americano participar do evento, e o Brasil foi o representante, com o vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ivaldo Brandão. Isso não significa que os atletas brasileiros estejam classificados. Eles precisam fazer os índices para confirmar a participação deles no evento", escreveu Rafael Moura, um dos assessores de imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Mas é só ligar os pontos para perceber que o próprio Comitê Internacional quer o Brasil presente nos Jogos Paralímpicos de Inverno: um brasileiro num evento de chefes de delegações em Sochi, conhecendo a estrutura para o evento, ao mesmo tempo em que dois atletas iniciam disputa inédita em busca de vagas e de repente esse convite para representar o continente americano (até porque Canadá e EUA são figurinhas carimbadas nos Jogos).
Essa ação dá um fôlego a mais para André Cintra no Snowboard e Fernando Aranha no cross country, os dois atletas que iniciaram a caminhada paralímpica de inverno nesta temporada. Eles conseguiram bons resultados e possuem chances de se classificarem dentro dos índices exigidos pelo Comitê Paralímpico.
Tanto que o Brasil já faz planos. Ainda de acordo com a matéria no site do CPB, o Brasil comunicou que irá planejar ir até Sochi com uma equipe de seis pessoas, que contariam os dois atletas, seus respectivos técnicos, um chefe de delegação e um profissional da área da saúde.
Os Jogos Paralímpicos de Sochi prometem ser os maiores da história. Deverão chegar na cidade russa 700 atletas de 45 países. E o Brasil está brigando (dentro e fora da neve) para ser uma dessas nações. Um convite histórico para o esporte paralímpico brasileiro!
