Guia Troféu Nebelhorn 2017 - Isadora Williams busca vaga olímpica

Isadora Williams é favorita à vaga olímpica no Troféu Nebelhorn (Divulgação/CBDG)

Em grande fase, Isadora Williams busca a vaga olímpica no Troféu Nebelhorn. Esta frase, dita em setembro de 2013, novamente explica o atual momento vivido pela patinadora brasileira. Após quatro anos, a atleta participa mais uma vez do Troféu Nebelhorn para conquistar uma das seis cotas remanescentes da patinação artística nos Jogos Olímpicos de PyeongChang, em 2018. 

A competição, realizada em Oberstdorf, na Alemanha, começa nesta quarta-feira, 27 de setembro, e termina no sábado, 30. A disputa feminina, porém, será nos dois últimos dias. Na sexta-feira, a partir das 8h15 no horário local (3h15 no horário de Brasília, acontece o programa curto. No dia seguinte, a partir das 7h25 no Brasil, é a vez do programa longo.

É uma situação idêntica à vivida pela jovem em 2013. Na ocasião, ela também chegou à Alemanha com bons resultados e próxima da vaga no Mundial de Patinação Artística no Gelo. Neste ano, a brasileira foi a trigésima colocada, a oito posições da marca, enquanto que em 2013 ela foi a 25ª e ficou a cinco posições.

Contudo, há uma diferença fundamental nesses quatro anos: a maturidade. Da incerteza após os Jogos Olímpicos de Sochi às medalhas internacionais nas últimas duas temporadas, Isadora cresceu e mostra isso em suas apresentações. A atleta da CBDG melhorou praticamente todos os seus elementos e demonstra mais confiança em seu potencial, principalmente após o trabalho desenvolvido pelo técnico Igor Lukanin.

"Eu vou dar o melhor de mim. Quero muito conquistar esta vaga mais uma vez. A rotina de treinos está intensa. Faço meus dois programas duas vezes por dia, na parte da manhã e à tarde, o que requer muita força física. Além disso, faço academia duas vezes por semana e faço aulas de salto", explicou a brasileira.

Para conseguir a vaga olímpica mais uma vez, Isadora precisa ficar entre as seis melhores atletas que ainda lutam pela classificação. Das 35 inscritas, apenas a alemã Nathalie Weinzierl não concorre aos Jogos Olímpicos porque a Alemanha já conquistou sua cota no Mundial de Patinação Artística no 2017. Isso significa dizer que, na melhor das hipóteses, a brasileira precisa terminar entre as sete primeiras na classificação final.

Confira o programa longo de Isadora Williams na sua última competição internacional antes do Troféu Nebelhorn: 


Fique de olho!

Isadora Williams é uma da favoritas, mas precisa encaixar duas boas apresentações para confirmar a vaga. Isso porque das 35 competidoras inscritas no Troféu Nebelhorn nesta temporada, cinco delas possuem médias de pontos similares ou até melhores do que a da brasileira e outras dez conseguiram, em algum momento de suas carreiras, uma pontuação semelhante. 

Uma das candidatas mais fortes é Alexia Paganini, que nasceu nos Estados Unidos e passou a competir pela Suíça nesta temporada. No início de setembro, ela conseguiu 162.27 pontos no Slovenia Open. Além dela, a armênia Anastasia Galustyan, a australiana Kailani Craine, a sueca Matilda Algotsson e a ucraniana Anna Khnychenkova também estão bem cotadas na disputa. 

A torcida brasileira também deve se preocupar com as experientes Kerstin Frank, da Áustria, e Anna Gjersem, da Noruega, a finlandesa Viveca Lindfors, a filipina Alisson Perticheto e a eslovena Dasa Grm. Todas são regulares, possuem boas notas e podem surpreender entre as mulheres. 

Como funciona a repescagem olímpica?

Nas categorias individuais (masculino e feminino) são seis cotas remanescentes. Na Dança no Gelo são cinco vagas e nos pares são quatro. Apenas os países que não se classificaram no Mundial de Patinação Artística de 2017 podem garantir a cota olímpica no Troféu Nebelhorn. Dessa forma, os melhores atletas de cada categoria, dentre os que ainda lutam pelos Jogos Olímpicos, conseguem uma vaga para a nação.

Confira as nações já classificadas para os Jogos Olímpicos graças ao desempenho no Mundial:

  • Masculino: Japão e EUA (3 atletas), China, Espanha, Canadá, Rússia e Israel (2 atletas), Uzbequistão, Geórgia, Letônia, Austrália, Cazaquistão, França, República Tcheca e Alemanha
  • Feminino: Rússia, Canadá e EUA (3 atletas), Japão, Itália, Cazaquistão e Coreia do Sul (2 atletas), China, Bélgica, Eslováquia, França, Alemanha, Hungria e Letônia (1 atleta)
  • Pares: China, Rússia e Canadá (3 duplas), Alemanha, França e Itália (2 duplas) e EUA (1 dupla)
  • Dança no Gelo: Canadá e EUA (3 casais), França, Rússia e Itália (2 casais), Israel, Dinamarca, Polônia, Ucrânia, China, Turquia e Espanha (1 casal)

E nas outras categorias? 

A competição masculina tem uma dinâmica semelhante à feminina. Dos 26 inscritos, apenas um (o norte-americano Alexander Johnson) não compete pela vaga olímpica. Quatro atletas são favoritos às seis cotas: o belga Jorik Hendrickx, o malaio Julian Zhi Jie Yee, o sueco Alexander Marajov e o filipino Michael Christian Martinez. Os quatro já ficaram próximos da vaga no Mundial. 

Nos pares, cinco das 16 duplas inscritas não competem por uma vaga nos Jogos Olímpicos - o que pode classificar até o nono colocado da categoria. Dois países se destacam e são favoritos à vaga: a República Tcheca, com Anna Duskova e Martin Bidar, e a Coreia do Norte, com Ryom Tae-Ok e Kim Ju-Sik. Se esta última dupla se classificar, pode interferir indiretamente em questões diplomáticas por ser a maior chance de classificação norte-coreana para os Jogos na Coreia do Sul. 

Por fim, na Dança no Gelo, apenas dois casais dos 18 inscritos não competem pela vaga olímpica. Os alemães Kavita Lorenz e Joti Polizoakis competem em casa e são favoritos a uma das cinco cotas na categoria. Os sul-coreanos Yura Min e Alexander Gamelin também também aparecem com boas chances após terminarem na 20ª posição do Mundial. 

Ryom Tae-Ok e Kim Ju-Sik são esperanças norte-coreanas para conquistar a vaga olímpica (Reprodução)

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